Carnaval e contaminação: tudo é permitido?

Pastor Ademir Miliavaca
Publicado em 18/02/2026

Comecei a orar intencionalmente durante a semana, perguntando ao Senhor o que Ele queria falar à igreja. Cada igreja tem uma visão, e a nossa é clara: obedecer à Palavra de Deus e andar firmados na Bíblia. Essa igreja tem dois grandes propósitos.

O primeiro é ganhar vidas para Jesus. Evangelizar, cumprir o “Ide”, viver como luz e sal nesta terra, testemunhando com a nossa própria vida. O segundo propósito é misericórdia e compaixão. Nós cuidamos dos necessitados, alimentamos os famintos, distribuímos cestas básicas, roupas, encaminhamos pessoas para recuperação e servimos refeições. Fazemos isso porque cremos que dar de comer ao pobre é expressão do amor de Deus. Mesmo quando há abusos, ninguém sai daqui com fome.

À medida que nos envolvemos mais com as coisas de Deus, o inimigo se levanta para atacar, especialmente aqueles que servem. Ele não quer que a verdade do amor de Deus alcance as pessoas, porque quando esse amor chega, vidas são transformadas. É por isso que precisamos andar em unidade.

Vivemos tempos difíceis no nosso país. Por isso, preparei esta palavra sobre a contaminação do carnaval, levantando a pergunta: tudo é permitido?

A Palavra diz em Isaías:59 que a mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar, nem o Seu ouvido surdo para que não possa ouvir. O problema não está em Deus, mas nas nossas iniquidades, que fazem separação entre nós e Ele. O pecado rompe a intimidade com Deus.

Eu prego sobre pecado, céu e inferno porque a Bíblia fala disso. O pecado incomoda, mas ele precisa ser confrontado. A graça de Deus não é uma anistia permanente; ela é ajuda, alerta e correção. A graça nos ensina a escolher as sementes que plantamos. Quando erramos, temos a graça do arrependimento verdadeiro, que gera recomeço.

O carnaval é uma grande usina de contaminação espiritual. Ele promove idolatria, sensualidade, libertinagem, drogas, bebida e uma falsa alegria. Tudo isso é organizado no mundo espiritual. Nada acontece no mundo natural sem antes ter sido decidido no mundo espiritual.

Por trás de toda idolatria existe uma atividade demoníaca. Idolatria é tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus na nossa vida: dinheiro, ego, pessoas, prazer. Quando Deus é colocado em segundo plano, o inimigo encontra espaço para agir.

Carnaval é uma festa de idolatria e promiscuidade. É uma anuência dos poderes da sociedade para a destruição dos bons costumes, da família e da moral. Onde a família é destruída, a sociedade também cai.

Participar dessas práticas é beber do cálice dos demônios. A Palavra é clara: não se pode participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Quem adora a Deus presta lealdade a Ele; quem se envolve com práticas malignas presta lealdade ao inimigo, muitas vezes sem perceber.

O crente é livre, mas não para fazer o que Deus condena. Não somos livres para nos associar a mesas e festas consagradas ao inimigo. Luxúria, exageros e satisfação da carne trazem consequências trágicas, visíveis e invisíveis.

Muitas tragédias que vemos não começam no ato final, mas na contaminação progressiva da mente e do coração. Os olhos são a lâmpada do corpo. Se os olhos forem maus, todo o corpo ficará em trevas. Por isso, precisamos guardar o coração, porque dele procedem as fontes da vida.

Precisamos cuidar do que entra na nossa casa, do que assistimos, do que ouvimos. Há coisas que o dinheiro não compra: família, amor, paz, saúde. Precisamos plantar hoje para que outros desfrutem amanhã.

Deus continua amando o ser humano incondicionalmente, mas o pecado gera consequências devastadoras. Ainda assim, Ele oferece reconciliação, arrependimento e um novo começo.

Bem-aventurado é aquele que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores e não se assenta na roda dos escarnecedores. Quem quer paz precisa escolher louvor, santidade e obediência.

Esse é um tempo de guardar o coração e viver uma vida que honre a Deus.

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