Pastor Ademir Miliavaca
Publicado em 10/03/2026
Versículo base: João 3:6
O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito. Por isso Jesus disse que é necessário nascer de novo. O vento sopra onde quer: ouvimos o seu som e vemos seus efeitos, mas não sabemos de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasce do Espírito Santo. Embora não vejamos sua origem, os efeitos são visíveis. A vida da pessoa muda. Ela passa a viver com temor, abandona práticas que antes considerava normais, deixa de viver para si mesma e passa a amar o próximo. Essa é a ação do Espírito Santo.
Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, também o Filho do Homem precisava ser levantado. Quando o povo foi mordido pelas serpentes, Deus ordenou que Moisés colocasse uma serpente de bronze no alto, e quem olhasse para ela viveria. Aquilo apontava para Cristo. O pecado nos morde e nos conduz à morte, mas quem olha para Jesus na cruz encontra perdão e vida. Assim como olhar para a serpente representava arrependimento e reconciliação, olhar para Cristo significa voltar-se para Deus.
Deus amou tanto o mundo que entregou seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Deus não enviou o Filho para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por meio Dele. Quem crê não é condenado; quem não crê já está condenado. A luz veio ao mundo, mas muitos preferiram as trevas porque suas obras eram más. Quem pratica a verdade vem para a luz, e assim se manifesta que suas obras são realizadas em Deus.
Deus, o Criador de todas as coisas, ama profundamente a humanidade. Por isso elaborou um plano de salvação. O Deus eterno entrou no tempo na pessoa de Jesus Cristo. O Criador tornou-se como a criatura, voluntariamente, para viver entre nós sem pecado, experimentar nossas dores, tentações e injustiças e carregar sobre si as consequências do pecado humano.
Na cruz, Ele assumiu os nossos pecados e pagou a penalidade que era nossa. Aquilo que nós deveríamos sofrer, Ele sofreu em nosso lugar. Ofereceu uma aliança baseada na graça, convidando-nos apenas a aceitar o Seu amor. Pela fé em Jesus recebemos a justificação gratuitamente, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, mas são justificados pela graça mediante a redenção que há em Cristo.
Dessa obra resultam três verdades. A primeira é o livramento da condenação. Jesus tomou sobre si a culpa que era nossa e cancelou a sentença contra aqueles que creem. Seu amor é oferecido a todos, sem distinção.
A segunda é a garantia da vida eterna. Quem crê em Cristo tem a certeza de que não caminha para a morte eterna, mas para a vida com Deus. Pela fé, até o maior pecador pode ser salvo.
A terceira é a caminhada na luz. Quem nasce de novo não apenas tem o destino eterno transformado, mas também o modo de viver. O coração muda, os desejos mudam, e a pessoa passa a encontrar prazer em fazer a vontade de Deus. Não ama mais as trevas, mas vive na luz, buscando crescer, amar, servir e obedecer.
Por isso celebramos a aliança com Cristo. Ao participar da ceia, lembramos que seu corpo foi entregue e seu sangue derramado por nós. Reconhecemos nossa dependência, confessamos nossos pecados e renovamos nossa aliança com Ele, confiando que não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus.